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Mostrando postagens com marcador a internet deixa as pessoas burras. Mostrar todas as postagens
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Depressão em tempos de violência digital


Psicofobia? Eu?
Da depressão à vida virtual nossa de cada dia!


Comecei esse Post inspirada pelo vídeo acima, e aí me estendi... 

Para começo de conversa, não acho que o jornalista Prates esteve correto ao expor o “deprimido” dessa forma tão singular e generalista como gritou na TV. Por outro lado, também não o vejo de todo errado, mas apenas simplista demais, além de insensível.

Eu odeio mesmo...



Algumas das coisas que mais odeio no dia a dia real/virtual da atualidade:
Semana passada foi um dia desses de fúria, e na sucessão de perceber que odeio tantas coisas, antes de me sentir um ser odioso, resolvi enumerar os objetos de ódio. 
Não está fácil viver nesse mundo, e se você concorda com três ou mais itens da minha lista, conseguira me entender (e provavelmente compartilhar da minha odiosidade também).
Não vou enumerar por fatores de ódio relevância, pois a única coisa legal de sentir tanto ódio é odiar tudo de maneira igual. Quase tão justo como “amor de mãe”.

Aí vai:

Tampa de vaso sanitário baixada em banheiro público.
Tem algo mais odioso que isso? Só o Bradesco! Cara, nada pior que chegar num banheiro de shopping, por exemplo, e encontrar a maldita tampa baixada. Além de ser extremamente nojento ter que tocar naquilo ali para levantá-la, a gente nunca sabe o que vai encontrar boiando na água. Eu sempre acho que levantar uma tampa dessas é como abrir um Kinder Ovo: Levanto a tampa e Surpresa!! Por que as mulheres fazem isso??? Não me entra na cabeça! Deveríamos ser uma classe mais unida...

Sites/Blogs com música
Tem coisa mais irritante do que navegar tranquilamente pela internet, e de repente começar a tocar uma música da qual você não pediu para ouvir? Gentem, na boa, música em blog/site é uma ação ditatorial. Ninguém quer escutar sua música, não! Se eu for forçada a desligar o áudio do computador por causa de um infeliz desses, prefiro sair correndo. Não fico mais que três segundos. Você já parou para pensar que às vezes, ao acessar sua página, estamos em local público ou de trabalho, e escutar sua maldita música não é legal? Você quer ser lido ou ter a sinistra música (que você sequer compôs, apenas escolheu) ouvida? Seja mais esperto, e por favor, se quer chamar a atenção, chame-a ao seu favor...

Propagandas agressivas do Bradesco na página de conta
Embora eu não tenha inumerado minha lista em grau de ódio, o Bradesco seria certamente a número 1 dos meus sentimentos escuros. Não que eu odeie esse banco apenas porque ele é ladrão, explorador, inescrupuloso com seus funcionários e clientes... Eu o odeio pela soma de tudo isso e muito mais. Tem coisa mais horrorosa do que acessar sua conta no banco e ter que escutar a voz de uma mulher em um vídeo (do qual você não deu play) oferecer serviços/empréstimos/investimentos? Aí se não bastasse, você dá um stop na coisa, diz que não tem interesse nessa merda, mas a merda continua aparecendo toda vez que você entra na conta. Outra ação imbecil do banco é que ao sair dele, a página é automaticamente direcionada ao consumo ShopFácil... What fuck!  Olha a propaganda:
“ShopFácil – Fácil comprar. Fácil gastar gostar!”.
Vão ser agressivos assim lá na Conchinchina!

Propaganda antes dos vídeos do Youtube:
Se diziam que os vídeos no Youtube eram “gratuitos”, já não se pode dizer mais, afinal, ser obrigado a assistir propagandas em troca de um vídeo qualquer, nem a Coreia do Norte faria o cidadão pagar um preço maior. Outro dia quis ver um vídeo que durava apenas 40 segundos, mas antes precisei assistir a Flávia Aessandra oferecendo sexo por um biscoito... Bom, nesse caso, a propaganda surtiu efeito. Se eu já não gostava de Belvita antes, gosto muito menos depois de ter visto essa aberração imbecil de MKT.

Receber SPAM propagandas no celular:
Quer me perder como cliente para sempre? Envie-me promoções por e-mail ou, principalmente, por celular. Se ainda não sou sua cliente, não serei jamais. Se já fui, não voltarei a ser. Invasão total de privacidade!

Promoções de até 70% nos shoppings:
Promoção sempre é bom, mas essas de 70% só servem para chamar a atenção do consumidor, e na maioria das vezes, não existem. Fiz o teste em três lojas dia desses, só para comprovar a teoria antes de escrever sobre ela. Com 70% só tinha a placa escrita na vitrine. Mas se quiserem comprar em até 75 vezes, a loja, gentilmente, quebra esse galho para você...

Janelas com propagandas em sites/Blogs que abrem automaticamente (na frente da notícia/post):
Pelo visto, “propaganda” é um dos meus itens favoritos quando se trata das coisas que odeio menos gosto no mundo atual virtual/digital. Você quer ler uma notícia, por exemplo, entra em um site, mas antes de ter acesso ao que lhe interessa, é obrigado a fechar aquelas abas de propaganda, ou de curta isso ou aquilo, da página. Quando estamos no computador ainda é fácil, mas, e no celular, que a tela é pequena como a palma da mão? A gente tenta fechar o treco, e acaba caindo nele... parece uma armadilha!

Radialistas de rádio
Antes de citar esse exemplo, já peço desculpas. Nada contra a profissão, mas em termos de rádio, gostaria que todas fossem como a Antena 1. Menos falação, e mais música (de qualidade). 


Desodorantes que dizem durar 48 horas
Simplesmente pelo fato de eles não durarem sequer 48 minutos. 

 

 É claro que a lista continua...

Coisas que odeio Parte II

A Internet “emburrece” as pessoas




Caraca, mano! Estava observando dia desses (desde os últimos dez anos) como as pessoas, ao contrário de ficarem mais espertas, tanto mentalmente quanto gramaticalmente, com a utilização da Internet, ficaram mais burras. Vai ver estou ficando velha... Já notei isso também. No entanto, percebo que se não tomarmos cuidado, o português será assassinado em breve, substituído por uma linguagem de informática em códigos, em inglês, em palavras misteriosas, que ninguém sabe mais ao certo o que significa. Já nos meus tempos de Faculdade, quando Msn, e-mail e Internet eram tudo uma grande novidade para mim, uma colega mais jovem, já viciada nesse novo tipo de escrita, apanhava a beças quando tinha que dissertar sobre qualquer assunto em papel, e entregá-lo ao professor. Claro, a adepta estava tão acostumada a encurtar as palavras em suas msgs de texto por celular e Msn, escrevendo  “Axo” no lugar de acho, “xau” no lugar de tchau, “aki” no lugar de aqui, “9da10” no lugar de novidade... que nós, tradicionais do velho e bom português (tal qual o aprendemos), parecíamos os bobos da corte.

Onomatopeia para facilitar a linguagem digital, e para emburrar o povo. OMG!

Na época, achei que era uma modinha exclusiva de um grupo pequeno. Hoje, dez anos depois, vejo que a modinha virou tradição, com seus “naum” no lugar de não, “t+” no lugar de até mais, “hahaha” para expressar risadas e “kkkkk” para gargalhadas, e “huauauau” acredito eu, para expressar que a pessoa está rindo tantoooooo, que acabou de cagar borrar as calças.  Se tudo isso ainda não fosse irritante o suficiente, as risadas antes expressadas pelas letras há e k, agora viraram: lol. As despedidas que eram “xau”, tornaram-se xoxo (Hugs and kisses). Onde raios está a abreviação para Fuck you? Essa ainda não vi, mas deve ser qualquer coisa no estilo: “FckU”. Será? People, pipóu, se o povo sequer sabe falar português direito, como raios introduz o inglês em seu dia a dia? Realmente tem algum significado por trás disso, ou é só tolice mesmo?


Aí, o ser humano inventou o Google, e a massa o descobriu. Hoje em dia, em uma conversa, na menor dúvida que surja, o cidadão já pega o seu aparelho (o tal do Smartphone), aponta-o na sua cara e sentencia: “Peraí, deixa eu olhar aqui no Google Gugóu que já te digo!”. As conversas do século XXI são interrompidas a todo instante para/por acessar a Internet. Isso deveria nos deixar mais inteligentes, de fato, mas parece que aqui o intuito é só conhecer algo que não se sabia até então, para dois segundos depois esquecê-lo. Mata-se a conversa em troca de conhecimento algum.
Para que serve a Internet, afinal?
O Hank da série Californication disse que serve apenas para as pessoas se masturbarem. Mas eu acho que além disso, também serve para matarmos o precioso tempo útil com coisas inúteis, por isso inventaram redes sociais: Para potencializarmos toda a inutilidade do mundo! Dizem ainda que as pessoas passaram a estar mais bem informadas depois do advento de tantas tecnologias cibernéticas, mas ora pois, isso só mostra como o ser humano é preguiçoso, pois aparentemente antes de toda essa joça, ele não lia revistas ou jornais. Aliás, o verbo LER cada dia que passa parece cair mais em desuso. Só se lê textos deixados no Facebook e Twitter, mas quantos desses “leitores” se questionam o fundo de veracidade e importância daquilo que leem? Não. O pessoal tem o péssimo costume de ler qualquer coisa, e sai por aí, compartilhando e reproduzindo informações sem pé nem cabeça.  

Tô excrevendo aki, e naum sei pq! Hauauauau (lol). T+! blz! 

A princípio pode parecer uma linguagem maneira, mas ao observá-la melhor, não parece algo imbecil? Não sei... escrevi isso aí em cima agora, e me senti um pouco idiota. Só faltou completar com um emotion. :)
Xoxo para você também, internauta!



Cinema em tempos modernos...



O cinema já não é mais como nos velhos tempos... (E nem eu)!



Nesse post, não vou dizer que o cine está melhor ou pior, mas apenas ressaltar como me parece agora, e como eu o via antes:

Outrora, íamos com dois tostões no bolso, pagávamos a entrada e ainda sobrava para comprar uma pipoca e voltar de buzão. Naquele tempo, a pipoca não tinha manteiga (ou pelo menos, era opcional) e nem era tamanho de Hong Kong. Aliás, o tempero da pipoca era Fondor. E se quiséssemos comprar apenas pipoca, ela não saía o dobro do preço só porque estava separada do combo (aliás, esse tal de combo sequer existia).

Sexta-feira (tempos atuais): Estou eu lá no cinema, não sei se estou em SP ou nos EUA. É tudo tão americano! Com exceção da Coca-Cola que me vendem pelo olho da cara e sequer me dão aqueles copões com canudo, tudo parece cheirar a MC Donald. Mas, a imitação americana é bem fajuta, pois no cinema daqui não tem copo, quem dirá gelo! E se antes só vendiam refrigerante e pipoca, hoje até cerveja se pode comprar.
A menina me oferece o combo que acompanha Coca e chocolate. Eu até o levaria, mas não quero chocolate (pois afinal, duas mil calorias de pipoca com manteiga) são suficientes para uma noite. No combo com pipoca, o chocolate parece ser obrigatório:

- Leva assim mesmo. A senhora pode guardar o chocolate se não quer comê-lo!

- Ou vocês poderiam oferecer combos sem chocolate para clientes que querem apenas pipoca!

- Então, a senhora tem que comprar separado! - Avisa a garota, irritada porque não aprovei um dos três combos do cine (todos com chocolate).

Compro, levo minha pipoca para a sala, que agora, tem assentos numerados. Procuro meu número, mas está ocupado (deve ser alguém que também não se acostumou com a ideia de ter o assento pré-determinado na bilheteria). Antigamente, a gente sentava em qualquer lugar, e até trocava os assentos no meio do filme se não estivesse gostando do lugar (uma grande tolice, eu sei, mas era assim...). Colocávamos os pés na cadeira da frente até o lanterninha aparecer e nos ameaçar de expulsão e assassinato. Salvo exageros, morríamos de medo dele, mas mesmo assim, além de cuspir pipoca para os lados, nossos pés seguiam levantados, exalando fedor de chulé aos vizinhos cercanos; e se o assento da frente estivesse ocupado com alguma cabeça, mudávamos de lugar e pronto. 

Na fileira da frente, vejo pessoas com celular aceso na página do Facebook. Imagino-as postando algo idiota, justamente quando o filma começa, do tipo: “Cineminha!!!!” ou: “Muito anciosa (com “c” mesmo, pois é normal para o público do FB escrever certas palavras erroneamente) para ver o filme tal...”. “Entrando no cinemaaaa!”. Aí, o filme começa, e a criatura fica nervosa; não consegue seguir o raciocínio do filme ou sequer entender o gênero, se é comédia ou suspense. Ela está com fogo no rabo, e continua acessando, discretamente, o celular, fingindo-se de ocupada, pensando se já apareceu algum comentário referente a informação de ela estar em um cinema, e não vê a hora do filme acabar para ler a babaquice que comentaram sobre a babaquice que ela postou. Dããã mundo animal!

O filme começa, e durante as conversas entre os protagonistas, onde tudo parece ficar tão silencioso, evito mastigar a pipoca. Do meu lado, um monstro que além de mastigar com a boca aberta, ainda fica mexendo dentro do saco como se estivesse procurando um tesouro. Perco atenção no filme. Concentro-me no pipoqueiro ao lado. Não quero uma discussão, e por isso, viro o rosto e o encaro de forma intimidante. Ele não entende meus recados, meus olhares. Continua mastigando e mexendo, mexendo e mastigando, enquanto o filme passa, e não consigo mais prestar atenção nas cenas. Não entendo nada mais, e só penso em esticar a mão violentamente na cara do vizinho do lado ou aproveitar a escuridão para enfiar-lhe um dedo no olho. Quando o pipoqueiro acaba de comer (por sorte, o saco dele era pequeno), o cara toma seu refrigerante fazendo glugs glugs igual um hipopótamo sedento. Meu Deuzz, quero tanto que ele se afogue! Como as pessoas estão mal educadas, credo! Do outro lado, alguém faz barulho com plástico; deve ser um maldito pacote de amendoim. Estou concentrada nos vizinhos. Se brigar com um, talvez o outro me ataque, considerando que os barulhentos se unem nessas horas. Não sei o que está acontecendo no filme, de repente, escuto risadas. Esses estranhos, com quem bizarramente comparto o mesmo lugar, estão rindo, e eu sequer estou a par do motivo. Agora, silêncio. Os animais acabaram de comer. Minha pipoca esfriou e ficou mole. Estava tão concentrada na pipoca dos vizinhos que esqueci minha própria, e também, de ver o filme. Tento me concentrar, pego embalo, mas o povo ri novamente. Dessa vez prestei atenção, massss não teve a mínima graça!!!! No entanto, devo escutar a risada dessa gente, pensando em que tipo de humor será esse que tem. Estou pensando também em não voltar mais ao cinema, ou em, da próxima vez, sentar-me na primeira fileira da frente, naquele lugar onde a tela fica grudada em nossos olhos, mas também, onde geralmente, não há vizinhos barulhentos de humor fácil e bizonho.


O filme acaba, e não gostei dele. Não entendi o que o diretor quis dizer (mas claro, viajei na maionese tal qual o pessoal do FB sentado à frente, que no meio do filme ainda ficou com o celular aceso, postando, provavelmente, um monte de bosta, e tirando atenção de quem não tinha celular nas mãos, e tampouco, é membro dessa rede).
 Quando me levanto do assento, trezentas pipoquinhas caem de mim. É incrível que por mais que se cuide, sempre metade da pipoca acaba em cima de você, assim como, por mais fio dental que se passe nos dentes após comer pipoca, sempre fica algo para o outro dia.
É hora da saída. Todos querem ser os primeiros a deixar o local, até parece que há um incêndio na sala. As pessoas meio que se pressionam na escada. A falta de educação é percebida na fila do banheiro. Todo mundo que está ali sabe que o povo do cinema, ao final de mais de duas horas sentados, quer cagar, mijar, peidar no banheiro... Whatever. E por isso, empurram-se tanto, lutando para serem os primeiros a aliviarem no sanitário tudo que consumiram no cine.

O pessoal dos shoppis faz algo sofisticado nos banheiros: Assim que levantamos a buzanfa do vaso (sem encostar) o sensor é acionado e descarrega nossos fluidos automaticamente, mas ainda precisamos abrir a porta com nossas mãozinhas... Na pia, tudo é automático, mas nada funciona! A torneira, o detergente, o papel toalha... Aí, após fazer necessidades fisiológicas muito higienicamente, somos obrigadas a meter a mão em tudo que há na pia, na busca desesperada que algo funcione.

No estacionamento, não encontro o carro. Todos parecem tão iguais! Antigamente, estacionamento no shoppis era de graça, hoje, temos que pagar bem por isso. Não encontro o maldito papelzinho do estacionamento. Não encontro o carro. Percebo que mesmo que encontre o papel, não tenho dinheiro para pagar por ter estacionado o carro que não encontro. Encontro o carro. Encontro o papel todo amassado no bolso do meu jeans, depois de vasculhar a bolsa inteira, mas ainda não tenho dinheiro. Tento passar o cartão de débito, mas a máquina do shoppis não funciona no momento. Tiro tudo o que me resta nos bolsos, e apenas duas moedas de cinco centavos caem. O cara do guichê, um espinhento de olhos amarelos me olha com olhos de fogo. Agora, sinto-me como uma assaltante, uma bandida de estacionamentos. Sem opção, ele libera meu automóvel. Sem opção, penso que da próxima vez, o cinema será em casa. Até Tela quente servirá, isso se essa programação ainda existir... Sei lá... O cinema já não é como antes, e algumas vezes, ao contrário de dar prazer, estressa!!! 





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Qualquer semelhança desse blog com a realidade, é pura cagada.

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