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Mostrando postagens com marcador casal idiota. Mostrar todas as postagens
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Ilha de Borkum e Amsterdã



Ignorância à parte e apesar de morar na Alemanha há quase dois anos, só fui conhecer uma praia por esses lados daqui agora: uma ilha (e cidade), a mais ocidental alemã.

I° Destino: Ilha de Borkum
Localização: Distrito de Leer, Baixa Saxônia. 

Alugamos um carro para nossa viagem (sim, a filosofia “anti-automóvel” segue, e sim, conseguimos bancar os turistas no próprio país onde vivemos), com direito a frango e farofa na sacola do lanche (mentira, seguimos vegeba e aqui não existe farinha de mandioca).
Chegamos ao porto apurados para fazer xixi (informação importantíssima). Na pressa de aliviar minha angustia, fui tão afoita e emocionada rumo ao banheiro que não vi uma velhinha que aguardava na porta sua vez e praticamente a atropelei, furando vergonhosamente a fila. Ela reclamou e eu me desculpei, com o rabo entre as pernas, sentindo-me o tipo de canalha que abusa e se aproveita de idosos.
Embarcamos no Titanic navio que nos levou até à ilha, sentindo-nos os próprios Jack e Rose (essa parte falo por mim, tenho certeza que essa porra bobagem de Jack não passou pela cabeça do meu marido nenhum segundo). O clima ajudou, e pra variar um pouco nesse verão frio daqui, os termômetros giraram ao redor dos trinta graus e tivemos sol até quase 22 horas, coisa de louco!!! A ilha é magnífica!! E o mar? Se eu falar que ele desaparece durante a noite por causa da lua, alguém acredita? Bem, não é lorota! No cair da tarde o mar vai se afastando de forma lenta, e no dia seguinte, podemos caminhar sobre a areia (onde deveria estar a água), numa imensidão quase desértica. Em certo ponto, depois de peregrinar mar (que não estava mais) adentro, encontramos um santuário de focas.
Ao sair da ilha, pegamos o caminho rumo a Amsterdã. Na primeira noite lá, cheguei a acreditar que era uma cidade noturna, 24 horas aberta. Como toda grande cidade turística, lá estavam várias caras e idiomas, tudo junto e misturado a sua vez. Os points para fumar um back existem mesmo, lá estavam os Caffeshops da vida com a bandeira da Marijuana na entrada, onde o cliente entra e escolhe no cardápio o tipo de Cannabis que deseja consumir, apesar de que o povo também queima um baseado na rua, em público (embora digam que a lei o proíbe). Há também nos restaurantes: "Cogumelo tóxico!", que dá um barato e deixa o cidadão muito louco! Ou seja, é uma cidade para pirar o cabeção!

Achei engraçado e interessante, que entre os monumentos e símbolos da cidade vendidos como souvenires (moinhos e sapatos de madeira), estavam pênis vermelhos, de vários tamanhos. Ignorância à parte uma vez mais, soube que é por causa do afamado Red Light District, a célebre área de prostituição em Amsterdã (por isso que eu digo: Viajar é cultura, uma forma eficaz de conhecer a putaria os costumes alheios). 

As bicicletas tomam conta da cidade, e se você vai se aventurar por lá, recomendo cautela com os ciclistas, pois o pedestre pode ser atropelado facilmente por uma dessas criaturas armadas com byke. Não é mentira, tem mais bicicletas do que carros e eles têm o poder! Ahh, se você vai ousar um barzinho noturno, tipo, para descontrair, olhe muito bem antes para não fazer como o casal idiota aqui, que após um jantarzinho romântico, acabou num bar 100% gay, só para machos, "homem com homem"..., se ainda tivesse uma lésbica por lá, talvez, eu não tivesse me sentido um peixe absolutamente fora d’água... (e quem sabe ainda, poderia ter dado uma azarada, HaHa...). 

Há mais para contar, mas seguirei em breve... Em duas semanas: Férias novamente rumo à Tailândia! Eita, vida complicada... Pra quem não se divertiu tanto como eu nesses últimos dias, deixo umas fotos para animá-los!!!
Porto para Ilha de Borkum


Ilha de Borkum e santuário de focas




Ilha de Borkum

Ilha de Borkum







Ilha de Borkum



Ilha de Borkum






Amsterdã - Holanda


Amsterdã




Museu: Madame Tussauds: Amsterdã





Amsterdã


Museu: Madame Tussauds: Amsterdã





Museu: Madame Tussauds: Amsterdã

Quanto você pagaria para ter uma vizinha como a minha?



A vizinha turca (do episódio: Um vizinho e um funeral) convidou a gente para um pagode churrasco na casa dela. Depois de o casal idiota aceitar sua generosa oferenda, disse-nos que seria algo no estilo americano. Ao perguntar o que deveríamos levar, recebemos como resposta:
“A carne, o pão, o refrigerante, a cerveja, e é claro: A salsicha!”.
"Para quantas pessoas?"
“Para todas, é óbvio!”
Dãnnmmmnnnnnn (ela faz juz aos turcos, né??)
O casal idiota foi até o supermercado e voltou carregado de quatro sacolas e uma mochila cheia de quitutes alemães. Ansiosos para iniciar a diversão, chegamos à casa de nossa anfitriã pontualmente (pois alemão que é alemão não se atrasa) com o rancho (capaz de alimentar o prédio inteiro) dentro de uma Kombi. Na “festa” havia mais comida do que pessoas. Eu estava com minha calça nova e a pequenina cachorra da vizinha que se sentou em meu colo, menstruada. Como tínhamos levado tudo, senti-me no direito de não fazer serviços braçais, sequer ofereci minha ajuda, afinal, eu não iria pagar por algo que eu mesma havia comprado (sou a favor da ordem e progresso!). Madame Geyme ficou sentada em seu trono com a cachorra (menstruada), enquanto a vizinha trabalhava na cozinha para satisfazer os convidados, meu marido conversava com um robô alemão que não ria nunca, e os dois pequeninos capetas (filhas da vizinha) pulavam nas minhas costas com mãos e pernas.
“Vai ter musica nessa porra festa ou não vai?” A tupiniquim Princesa Geyme perguntou.
“Amor, claro que vai! Eles são todos cools!” - respondeu-me o bom marido. (Cool pra mim é vaca, embora em alemão se escreva Kuh, mas o Kuh me sugere outra palavra no português... e aí meu marido está certo: Eles são mesmo uma cambada de cú cool!!!)
O IPod que chegou era fantástico, ultimo modelo, tecnologia alemã, 75.8000 funções... Mas a musica não dava pra ouvir, não porque fosse uma bosta ruim, mas porque estava baixa demais. Era sábado, 17 horas de uma tarde cinzenta, quem eles temiam despertar?
Cerveja vai cerveja bem..., depois de três horas de puro tédio, já éramos todos amigos de sangue (na Alemanha esse processo de cachaceiros tarda mais tempo que no Brasil, ainda que aqui, a cerveja seja mais forte...). A conversa rolava frouxa, contei que no Brasil, após dizermos “Oi” perguntamos se está tudo bem com a pessoa, e ainda (se tivermos oportunidade), avançamos para dois beijinhos na bochecha, ou "três pra casar" (como se fazia até a Marie Claire dizer que isso está fora dos padrões de etiqueta)... Ao contar sobre o calor brasileiro, houve um olhar confuso e perturbador na mesa, e em seguida, silencio. Na Alemanha você só pode dizer “Oi” se conhecer muito bem a pessoa, se perguntar como ela está, não receberá resposta, se tentar dar os malditos dois beijinhos, é capaz de chamarem a polícia, se chegar aos três beijinhos então... É tapa na cara ou Cadeira elétrica!!!!
Bem, a vizinha doidona chegou à minha casa no outro dia, dizendo que o velório a festa estava demais, mas que eu deveria corrigir meu comportamento brincalhão e avoado se quisesse me adaptar ao nazismo na Alemanha.
“Aqui não é Brasil!”
É claro que não é... Se fosse, não haveria tantos amarelos, todos iguais, caminhando pela rua. Educação, cordialidade e alegria não seriam demonstrações de imbecilidade, comida não se restringiria à batatas, e nem ela, por comer tantas salsichas germânicas seria gorda feito uma vaca estaria acima de seu IMC.
 
Eu queria mostrar o dedo que fica no meio da minha mão à turca, mas esse comportamento direto dos alemães, que eu deveria ter, não aprendi no Brasil... Então educadamente, disse que daria o meu melhor. Ontem, quando a dita cuja tocou minha campainha, deixei-a plantada na porta...

Pra quem acha que é mentira da doida aqui, dá uma olhada na cena abaixo...


 E aí, quer minha vizinha procê??


Diferenças fonéticas e sonoras


O matrimônio comungado com forasteiro é sempre divertido:

“Amor, amor, como é mesmo o nome da nova presidente do Brasil?”
“Dilma Rousseff”
“Como?”
“D-I-L-M-A  R-O-U-S-S-E-F-F”
“Diouma Rousseff???”
“Nãooo, Dilma!!! É um nome estranho, né? Parece meio russo, sei lá! R-O-U-S-S-E-F-F, nunca escutei esse sobrenome cheio de consoantes antes” – disse eu, compactuando com a esquisitice sonora.
“Ah, não, mas eu estava falando do DILMA, nunca escutei um nome com tantas vogais juntas!”
“Mas são apenas duas, pow!”
(Também pudera... quem aprendeu desde pequeno que “Bjorn Wolfgang” é um nome e não um palavrão, só pode mesmo achar o nome Dilma muito estranho...)


Viagem a Tchéquia e uma história pra contar...



Hello People!!! Pipou!
Saindo do mundo dos mortos e retornando uma vez mais (nem David Copperfield pode dizer por quanto tempo permanecerei sem um novo sumiço), mas ainda assim, na área outra vez!


Momentos de pura expectativa de uma turista babaca...


Sim senhor, as férias foram muito boas, obrigada!
Caminho a Praga, República Checa, (confesso que tinha muitas dúvidas de como definir o nome, já que conhecíamos o país por “Tchecoslováquia”, no entanto agora, a Chequia é uma cousa e a Eslováquia, outra).
Em 1º de janeiro de 1993, a Checoslováquia foi dividida em duas por decisão parlamentar. Desde então, a República Checa e a República Eslovaca (e Eslováquia) são dois países independentes.
... Geyme também é cultura! (sempre que possa usar o google, é claro!)
O começo da viagem (em trem) foi cheio de adrenalina e emoção, já que o casal mentecapto esqueceu os passaportes... Para melhorar a situação, percebemos a falha nem bem sentamos com o popozão no Buzão, isso quer dizer que da Alemanha até cruzarmos a fronteira, foi desespero alegria pura! Eu tentei manter a calma, mas meu sossego durou até ver a polícia federal percorrer o trem, e para ajudar, meu marido me tranquilizou sabiamente:
“Pega seu livro e disfarça, não dá um pio em português e não olha pra nenhum lado! Se formos pegos, estamos fodidos ferrados! Como explicar que estamos viajando ilegal, e que ainda por cima, você é brasileira?”
Peralá, gritei, sem documento não!!! Estou com minha carteirinha da biblioteca pública de SP!
Sou brasileira, não terrorista, powww!
De qualquer forma, o fato de você estar sem passaporte o faz pensar que é um bandido, não tem jeito, foi assim que me senti! Mesmo fazendo silenciosamente minha própria terapia, os joelhos tremeram... Por sorte, os policiais olharam nossa cabine e viram uma (in) suspeitosa elegante jovem senhora, entretida com um livro na mão, livre de armas e drogas e sequer pararam para nos revistar...
O jegue é assim mesmo, não aprende nunca! Já viajei de Florianópolis à Argentina com ônibus e fui “deportada” em Uruguaiana, às três horas da manhã, de mala e cuia, sem conseguir passar a fronteira, pelo mesmo motivo, (sem documentos), mas vocês acham que valeu de algo o ensinamento?
Bem, vamos ao que interessa: Praga é uma cidade que podemos dizer: “Puta que pariu, que porra cidade é essa? Linda pra caramba, um verdadeiro paraíso cultural! (Mas como eu não gosto de cultura chatice, não vou falar sobre ela!) Depois de Roma, neguei-me com juras de sangue voltar a pisar num museu e afins!
Entretanto, olha que notícia interessante: na Chéquia (ou Tchéquia) o consumo médio de cerveja é de 157 litros por habitante ao ano, o maior do mundo! (informação extraída da Wikipédia) Porra, poxa é ou não é um país sensacional?? Chegamos a uma Nação de cachaceiros!
Outro detalhe curioso é que a lei anti tabaco não chegou lá ainda, assim que, os cidadãos nos restaurantes, barzinhos e lanchonetes estão todos misturados entre fumantes e não fumantes. Na Chéquia, fumar é quase uma obrigação! Como a carne é fraca e o ser humano babaca é ainda mais, abrimos uma exceção nesses três meses sem fumo, para arregaçar a boca do balão! Foi uma festa tão grande que na metade do tempo passamos alcoolizados, e na outra, destruídos. Ainda bem que férias, são poucas vezes no ano…
Os “Tchequianos” não têm culinária própria, o cardápio local se refere a cinco pratos, todos feitos das estranhas do porco, garantidos 100% de gordura e colesterol! Ainda bem que sempre estão os restaurantes italianos para salvar os turistas mais sensíveis!

Mas vou parar por aqui, continuo (talvez) em um segundo capítulo, pois a força da experiência já me mostrou que ninguém le artigos extensos....
E pra quem gosta de ver figurinhas fotos, deixo aqui algumas!


Terrorista internacional brasileira, sem passaporte

Basílica de São Jorge

A fachada da Casa Dançante, prédio de escritórios no centro de Praga.


O ministério da saúde adverte: O néctar dos deuses pode causar efeitos demoníacos no dia seguinte...
  

E você, já pegou no livro hoje?

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Qualquer semelhança desse blog com a realidade, é pura cagada.

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